6 mitos sobre growth hacking

Posted on 29 de Janeiro de 2015 por

1


6 mitos comuns sobre growth hacking imagem de destaque

6 mitos comuns sobre “growth hacking”

O crescimento é um tema bastante comum nas conversas em torno de empreendedorismo e startups. Por isso, cada vez mais, as startups procuram contratar especialistas em estratégias de crescimentos, os denominados “growth hackers”.

Como acontece com muitos outros conceitos, existe uma percepção geral sobre “growth hacking” que se encontra desfasa da realidade. Neste artigo irei explorar os seis mitos mais comuns que têm servido para desvirtuar os métodos, os objectivos e têm conduzido a falsas expectativas.

Mito #1: Growth Hacking é algo novo

Realidade: Growth Hacking não é algo realmente novo

A LinkedIn e a Facebook foram algumas das primeiras empresas a colocar um forte enfase no relacionamento e crescimento de utilizadores, muito antes de se começar a utilizar o termo “Growth Hacking”.

Por isso, definitivamente Growth Hacking não é algo novo. Agora temos um termo, mas já estava a ser usado no passado. Verifica-se que a procura do crescimento viral tem tido um foco muito maior deste que apareceu a internet, especialmente desde que a plataforma Facebook apareceu em 2008.

6 mitos comuns sobre growth hacking

6 mitos comuns sobre “growth hacking”

“Growth hacking” define uma forma organizacional de uma startup orientada para um crescimento extremamente elevado. Mas, como descrevi num artigo anterior, “growth hacking” é “Marketing Eficaz” que torna as startups e negócios rentáveis.

Mito #2: Growth Hacking é marketing

Realidade: Growth Hacking tem objectives de marketing, mas envolve-se em tudo o que tenha a ver com o produto.

O crescimento resulta de uma estratégia de produto bem executada e balizada por métricas. Growth Hackers devem estar envolvidos em tudo o que tenha a ver com o produto – desde o design até à engenharia.

Tanto os marketers como os growth hackers têm objectivos em comum e trabalham em conjunto para contribuírem para as mesmas métricas. No entanto, os growth hackers estão focados no crescimento por via da utilização do produto e iterações do desenvolvimento do mesmo, em vez de se preocuparem com estratégias de inbound ou outbound marketing. Por isso, “growth hacking” é “Marketing Eficaz” ou Marketing Total.

Um exemplo. Se tenho 1000 visitantes no meu website e se estou a tentar converter o máximo de tráfego, isto é optimização de geração de leads. Se estou a tentar melhorar o produto para converter esses 1000 visitantes em 10.000 clientes, isso é crescimento. Growth hacking é um novo nome para o último caso; o primeiro é inbound marketing. O crescimento geralmente não acontece devido ao lançamento de uma landing page, mas através do relacionamento dos clientes com o produto.

Mito #3: Growth Hacking é a solução rápida para os problemas de uma empresa

Realidade: “growth hacking” não se concretiza de um dia para outro e não resolve os problemas sistémicos de um produto.

O crescimento não acontece de um dia para o outro. Requer diversas interacções, em que vamos incorporando as aprendizagens e melhoramentos em cada iteracção. Requer também uma grande dose de perseverança, pois existe um grande número de experiências falhadas antes de conseguirmos alcançar o sucesso. A linha entre o sucesso e o fracasso é muito ténue.

Uma estratégia de crescimento que funciona para uma empresa, poderá não funcionar para outra. Por isso, quando definimos uma estratégia de crescimento temos que ter em conta a realidade concreta da empresa.

Existem diferentes tipos de crescimento – pequenos ganhos e grandes ganhos. Growth hackers olham para além das optimizações e identificam qual poderá ser a funcionalidade que pode mudar as regras do jogo. Isto significa que o crescimento não é algo que seja fácil de alcançar, especialmente quando estamos a tentar crescer a retenção de utilizadores.

Um bom growth hacker deve ser capaz de fazer as perguntas certas e definir uma estratégia de longo-prazo de crescimento sustentado. As respostas a essas perguntas mais profundas, a recolha de métricas e iterações rápidas, permitem definir a curva de aprendizagem. Taticamente, uma boa estratégia de crescimento é encontrada testando, não lendo um livro.

Em suma, todas as estratégias de growth hacking são sobre como criar um processo que seja capaz de aprender o mais rapidamente possível, o que faz com que aumente consideravelmente a nossa probabilidade de alcançar o sucesso.

Mito #4: “Growth Hacking” é uma lista secreta de ferramentas para o crescimento

Realidade: “secreta” é a cultura, não as ferramentas

“Growth hackers” têm sido vistos como o componente secreto de uma receita para criar uma startup de alto desempenho. Neste âmbito, o crescimento é alcançado seguindo os ensinamentos descrito numa espécie de livro de “segredos” em que é explicado como encontrar e alavancar novos canais e os “segredos” estarão fechados na cabeça dos “growth hackers”. Este mito compara o crescimento a algo semelhante a esfregar uma “lâmpada mágica”, quando na realidade se baseia em muito trabalho árduo e numa definição correcta de prioridades.

A magia de um “growth hacker” não advém de poderes misteriosos, mas radica na sua mentalidade (mindset) que se foca naquilo a que a maioria das startups não dá prioridade: a distribuição.

De facto, a maioria das startups focam-se fortemente no produto, quando o maior risco de uma startup reside nos canais ou distribuição.

Mito #5: Growth Hacker é um codificador

Realidade: alguns growth hackers são codificadores, mas a maioria não o são.

O termo “hacker” sugere que um growth hacker é alguém que deverá ter a habilidade de codificar. Mas de facto o termo “hacker” define a atitude de sagacidade, alguém que está constantemente activo e procura que as coisas sejam feitas rapidamente. É alguém que está continuamente à procura de criar disrupção.

Não é coincidência que muitos growth hacker tenham formação em engenharia. Esta correlação existe devido ao facto de se aplicarem processos precisos de engenharia, como por exemplo a medição.

Mito #6: Growth Hacker é apenas uma pessoa

Realidade: crescimento é alcançado como resultado do trabalho de uma equipa

Um growth hacker não é alguém solitário, mas faz parte de uma equipa. Uma empresas deverá criar uma equipa de crescimento em vez de apostar em apenas um individuo. Mais do que isso, uma empresa deve criar a equipa de crescimento adequada ao estado de desenvolvimento em que se encontra.

O crescimento é abrangente e transversal à empresa. O crescimento a longo-prazo não reside apenas numa parte da empresa. O crescimento é complexo e geralmente envolve diversos testes antes de se conseguir encontrar algo que funciona. É fundamental garantir o alinhamento da empresa à volta de um conjunto de métricas que é necessário promover e evitar o conflitos de prioridades e objectivos das diferentes equipas.

A adopção de uma cultura de crescimento irá desafiar a forma como o produto é tradicionalmente feito e como são definidas as prioridades. Não é uma tarefa fácil porque o crescimento geralmente muda a cultura da empresa e aquilo que considera importante.

Se esta série de artigos está a inspirar-te a contractar um growth hacker ou queres saber mais sobre este tema, a minha recomendação final é que comeces com um projecto concreto, deixes o teu ego de lado e aprendas com isso. Growth hackers podem ter diversas variantes, mas todos eles aprendem da mesma forma. Eles iniciam o projecto procurando a melhor combinação entre produto e mercado, procuram até ao limite a forma de optimizar de modo a alcançar um elevado crescimento sustentado.

Carlos Rodrigues

Director de Marketing / Gestor de Marketing Digital

© Marketing Digital Portugal, Leiria

Advertisements
Posted in: Empreendedorismo